O Governo do Estado do Ceará confirmou, nesta quarta-feira (25), a transferência de 10 chefes de facção para penitenciárias federais. Os detentos seriam responsáveis pelos ataques registrados no Estado desde a última sexta-feira (20). 

No entanto, o governo não informou a data das transferências e os locais para onde os detentos serão levados.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) já havia disponibilizado, na terça-feira (24), vagas no Sistema Penitenciário Federal para os internos. A Secretaria da Administração Penitenciária do Ceará (SAP) transferiu 257 presos desde o início da onda de violência. 
Para o secretário Mauro Albuquerque, as ações de transferência visam um controle total sobre a organização e os presos que fazem parte dela. “Isolamos os internos pertencentes a esse grupo. Com esse controle, nós criamos o ambiente seguro e impossibilitamos qualquer comunicação com o mundo externo”, ressaltou. 
Prisões
O secretário da Segurança Pública, André Costa afirmou que, até o momento, 55 pessoas foram detidas suspeitas de participação nas ações criminosas. Entre os capturados, estão mulheres e também adolescentes.
André Costa disse que a motivação para esses ataques, é que os líderes de organizações criminosas que estão presos nas unidades de segurança do Ceará, querem ter novamente as regalias que tinham antes, como  as visitas intimas e a instalação das tomadas nas celas.
Para conter essa onda de ataques, o secretário falou que aumentou o efetivo de policiais nas ruas, foram chamados para retornar as atividades todos os agentes de segurança que estavam de férias, policiais em formação estão ajudando nas operações no meio da rua, os que trabalham na parte administrativa também passaram a cumprir função nas ruas, com isso, são 340 equipes a mais somente de policiais militares. Com o retorno de todos os policiais que estão voltando de férias, as ações e operação vão se intensificar para acabar com esses ataques, disse o André Costa.

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