Quatro acusados de matar um homem a pauladas e pedradas em Fortaleza serão levados a julgamento, por decisão da Justiça Estadual. A vítima, mesmo não tendo relação com a criminalidade, teria sido linchada pela quadrilha em razão de morar em outro bairro, dominada por uma facção criminosa rival.

A 1ª Vara do Júri pronunciou, no último dia 29 de junho, os réus Raimundo Vitor Lima de Souza (conhecido como 'Vitinho', de 20 anos), Douglas de Almeida Vieira (o 'Douguinha', 21), Ryan Kennedy Pereira de Sousa (o 'Lourinho', 20) e Daniel de Almeida Vieira ('Baja', 25) pelos crimes de homicídio qualificado (por motivo fútil, tortura e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) e organização criminosa.

Os três primeiros réus também tiveram a prisão preventiva mantida, enquanto Daniel Vieira deve permanecer em liberdade provisória, com aplicação de medidas cautelares (como monitoração por tornozeleira eletrônica e recolhimento noturno e nos dias de folga).

Conforme a Sentença de Pronúncia, o grupo linchou José Jesus da Silva com pedras e pedaços de madeira, na noite de 12 de fevereiro de 2020, no cruzamento das ruas Saquarema com Santos Dias, no bairro Jangurussu, em Fortaleza. 

Três suspeitos - 'Vitinho', 'Douguinha' e 'Lourinho' - foram presos em flagrante pela Polícia Civil do Ceará (PC-CE), cerca de 13 horas depois do crime. 'Vitinho' e 'Douguinha' já eram monitorados pela Justiça por tornozeleira eletrônica, por outros crimes.

A primeira suspeita da Polícia foi de que José Jesus foi morto em razão de ter assaltado um ônibus. Entretanto, com o aprofundamento da investigação, descobriu-se que "o vitimado era morador de outro bairro e que este seria o provável móvel do delito". 

Ao descer de um transporte coletivo, a vítima "foi arrebatada por indivíduos que o puxaram, o jogaram ao chão e em seguida começaram a agredi-lo", narra a decisão judicial. Os acusados seriam integrantes de uma facção criminosa cearense e não aceitariam a presença de moradores de outro bairro naquela região.

Familiares de Jesus afirmaram à Polícia Civil que ele não tinha envolvimento com a criminalidade e que tinha saído, no dia do crime, para ir à escola e para depois deixar a namorada em casa. A vítima tinha 18 anos quando foi morta.á a defesa dos acusados alegou, em Memoriais Finais, no processo criminal, que não havia provas suficientes para a Justiça pronunciá-los pelos crimes. 

  Fonte: DN







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